Fatre pede concordata
A Fábrica de Tecidos Carlos Renaux (Fatre), após anunciar na semana passada a demissão de mais de 100 funcionários e a paralisação de 50% da produção, na sexta-feira (9) deu entrada na Vara Comercial do Foro da Comarca de Brusque com um pedido de concordata.
Apesar da venda de um imóvel no valor de R$ 20 milhões, a empresa não suportou a crise têxtil e, a exemplo do que já ocorreu com as centenárias Schlösser e Buettner, obrigou-se a ajuizar uma Ação de Recuperação Judicial. Com o pedido de concordata, a empresa ganha um prazo judicial para que deixe de pagar os fornecedores e demais encargos, podendo assim se utilizar do capital de giro para novamente alavancar a receita.
Caso a empresa não consiga recuperação, será decretada falência e posterior liquidação. O presidente do Sintrafite, Aníbal Boetger, lamentou a decisão da empresa. "Mais uma vez, os colaboradores serão penalizados pela segunda vez em final de ano, sem salários, e sem perspectivas".
Apesar do pedido de concordata, o Sintrafite manteve a data de 15 de dezembro para o acerto de rescisão de contrato com os mais de 100 funcionários demitidos.


